sábado, 10 de setembro de 2016
Menina flor de manacá
Que tanto sorri essa menina, minha gente?
Cresceu se achando
Flor do pé de manacá
Da casa da madrinha, a dona Quita!
Essa danada,
hoje já soma tempo nesta vida.
Tem mais de seis meninas
Dentro de seu corpo
Ainda forte e inteiro.
Que graça ela ainda enxerga
Nesse mundo doido?
Qual o encanto que ainda sente
Ao olhar o céu pintado de estrelas.
E suspirar ao ver as Três Marias.
E quanta tolice
De se gabar
Da grandiosidade
De só no céu da sua terra
As três estrelas enfileiradas
Podem ser vistas.
Menina de seis meninas dentro de si
Que importância vê nisso?
E porque, ainda se acha
Flor de manacá,
Um dia se veste de luz
Vira branca
E sorridente canta
A alegria de viver flor-criança!
No dia seguinte
Dependendo da veneta da guria
Acorda lilás e espalha perfume
Por tudo que pisa e toca.
Tem mãos de cura
Das dores de sofrimentos.
Pior quando vira o dia
E a encontra roxa de raiva
Do mal me quer e do bem me quer.
Eita dia imenso de grande.
Eita dias de azedume de limão.
E assim termina
Um dia.
Um mês.
Passam os anos.
Humor de pé de manacá
Cada dia de um jeito
Cada dia outra história
Outras misturas de sentimentos
Alegrias e tristezas.
Casos de amor e desamor
Entremeados do sorriso
Franco e puro de criança.
E lá vai seguindo a tal
Que esqueceu
que não é mais criança.
Dizem que tem
E um cheiro de jasmim.
Mas ela, teimosa,
Não acredita!
Maria Izabel Viégas
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