sábado, 7 de agosto de 2021

Sobre verdades...

 




 "A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter nem adquirir de ninguém. 
Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruína-se. 
Viver sem verdade é impossível. 
A verdade é talvez a própria vida."

Franz Kafka,

A Nossa Verdade,
 in 'Conversas com Kafka'


Aqui não se trata de definir 

nem especificar o que é Verdade.
Aqui é buscar dentro de nós 

que ideias e ideais comandam nosso ser.
Que filosofia de vida temos norteando nossas ações no mundo?
Somos dirigidos por nossa verdade?
Ou vivemos a verdade 

da sociedade,
do nosso grupo 
do homem que mora ao lado. 
Seríamos assim a mentira personificada , 
marcados e tatuados pelos modelos alheios.
 E como conviver consigo 
mesmo sendo uma mentira 
sem raízes profundas 
a nos realimentar?
A mentira nos deixa invisíveis 
tão incapaz que é de nutrir corpo.
A mente mente para si mesmo.
Tornamo-nos só mais um exemplar de homem.
Ao fim, tornamo-nos cópias de infinitos nadas.

Maria Izabel Viégas

Imagem: Minha Flor de Maio, que na verdade, floresceu  em julho. Essa á a verdade da flor.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Saudade, andas morando em mim




Tenho algumas saudades
De entes amados
De muitos risos das histórias 
Dos meus meninos.
No entanto, são saudades 
Que não doem.
Hoje estou com meu copo cheio de saudades 
Dessa terra minha na Serra
Que fica no final da rua
Bem na curva de voltar.
Minha simples casinha.
Meu precioso castelo
De pedras
Que eu planejei
Como gosto.
Cheio de curvas.
Não gosto de retas.
As curvas me fazem 
Ser como criança 
Num rodopio encontrar uma nova orquídea no tronco de árvore 
As bromélias de várias cores.
Até já encontrei cobras
Que nem me notaram
O que foi grande alívio 
Só queriam cortar caminho.
E a  emoção e o susto de um lagarto enorme
Que fugia de uma ariranha?
O som das águas do chafariz
Numa tarde preguiçosa.
De beija flor voando bem perto.
E de jacus brigando conosco
Avisando que eles eram os donos da terra.
Do amanhecer com o sol rompendo nevoeiro.
Do cheiro de fruta que a terra exala quando chove.
Da beleza da mata que nós replantamos.

Ah, MiaMata
Que saudade de tu.
Uma saudade que está me doendo.
Quando vou te ver?

sábado, 11 de julho de 2020

Kalanchoés renascendo



bordado de uma janela



Não estavam prontas
Para o baile.
Se recuperaram
Meio adormecidas
Sentiram que era  chegado
O tempo 
O encontro
Das espécies.
Levantaram-se fortes
Renascer sempre
Assim é o chamado
Da natureza
Da vida.
Cada um renasce como pode!

Maria Izabel Viegas




Kalanchoé no bordado da minha janela.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A alma secreta do inverno

" Se o Inverno dissesse :
A Primavera está no meu coração,
quem acreditaria no Inverno?"
 Khalil Gibran








 E se no coração do homem 
Que sofre
Suporta dores
Sorrisos poucos 
Calado como a raiz profunda
Numa existência fria
Solitária
Houvesse a certeza
De que nada é infinito?

Se eu te dissesse
Que quando seu coração hiberna,
Justo nessa sazonal fase,
Ele estivesse 
Constrito e calmo,
A esperar as respostas 
Das perguntas que ele fez à sua alma
Num momento de tórrida aflição?
E que dali observava a secreta 
E simbólica germinação 
De novo ciclo de vida?
Acreditarias?

Que na escuridão 
da hibernal mente e coração  
Do "meu" misterioso homem,
Há elos de luzes oriundas da alma 
plenas de harmonia
A mostrar a beleza da primavera 
que no porvir virá,
Entenderias? 
 
Assim o é:
Os invernos das nossas vida
Amam o porvir pois 
Prenhe estão de 
Sonhos de primaveras.

A dor sabe que sempre há esperança.

Maria Izabel Viegas 







sexta-feira, 19 de julho de 2019

A Beleza do Florescer




"Vejo através dos olhos e não com eles."
- William Blake, séc. XIX

Com meus olhos vejo a beleza do florescer. 
Através deles , vejo todo um processo de crescimento da nossa semente interior.
Essa florada pode ser minha vida cantada,
Se eu aceitar os ciclos. 
Se aceitar a escuridão da semente. 
Tiver a energia de eclodir em seiva, tronco e ramos. 
Ser folhas sem que ninguém nos note _ a solidão. 
E nós permitirmos florir sem medo de ser da cor que a natureza nos deu _ aceitação.
Minhas crenças se tornarem mais que fé,
me fizerem um ser melhor. 
Como somos belos. 
Assim como essa florada. 
Trazemos em nós a força maior que vem do universo.

Aqui vi a mim mesma. 
Aqui vi todos vocês.

- Texto: Maria Izabel Nuñez Viégas

* imagem: minha, belíssima florada de um Manacá da Serra
Na Praça do Teleférico em Nova Friburgo.

sexta-feira, 21 de junho de 2019




"A economia que despreza as considerações morais e sentimentais é semelhante às figuras de cera que, parecendo vivas, carecem da vida proporcionada pela carne. 

Em todos os momentos cruciais, estas novas leis econômicas caíram ao serem colocadas em prática. 

E as nações ou os indivíduos que as aceitarem como guia irão perecer."


Mohandas Gandhi, in 'The Words of Gandhi'

Todos conhecem Ghandi.
O admiram. 
Exaltam a sua luta pacífica contra a dominação do seu povo.
Todo líder morto é reverenciado.
Questiono aqui: 
quem viveria assim,  
reagindo pacificamente 
e ao mesmo tempo
sendo perseguido, 
lutando contra 
tributos injustos
dominação do poder do dinheiro
sobre os valores morais.
Quem deixaria de lado esse capitalismo selvagem.
Quem vive sem o luxo?
Quem chega ao poder sem roubar o povo?
Quem cria leis que nos beneficie?
Em que parte do mundo existe justiça social? 
Quem prende o ladrão rico?
Quem divide o pão nosso de cada dia?
Ninguém, ouso declara.
Até mesmo aqueles que proclamam sua espiritualidade
O fazem com alarde, com exaltação a si mesmo.
Deus,  serve como escudo para a vaidade humana!
Nunca li no Novo Testamento
Nenhum capítulo, versículo ou parágrafo onde Jesus demonstrasse algo 
além de diretrizes de amor e simplicidade.
Esse mundo continua na barbárie.
Se Gandhi nascesse de novo seria taxado de louco.
Jesus -  a maioria votaria para que fosse crucificado, 
O restante lavaria as mãos, como Pilatos.
E quem sabe outros tantos passariam ao largo
Sem prestar a mínima atenção!

Maria Izabel Viégas

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Incerteza


INCERTEZA



As vezes me olho
Não sou gente
Sou feito uma pena perdida 
de um pássaro colorido.
Sou levada
Dias, pela brisa suave das manhãs.
Dias, arrastada por ventos tão fortes
Que no coração bate a incerteza.
Mas aprendi.
Mesmo no sem controle.
Não temo .
É já começo a aprender
A voar, flutuar, deixar - me
Não dá para fugir
Só enfrentar.
Afinal, todas as tempestades terminam.

Maria Izabel Viégas


BEM VINDO, SOLSTÍCIO DE INVERNO!!!!!
O sol fica mais distante da Terra .
As noites são mais longas que os dias.
Frio _ menos barulho. 
Tudo fica quieto.
Hibernando.
As raízes confabulando
O como irão pintar 
As cores das flores 
Que na Primavera
Nascerão.

Hibernamos juntos. 
Tomara que haja mudança 
Aqui em cima
No mundo dos humanos.

Que acorde 
o homem tolo
do sono letárgico
Em que vive, 
Dormindo
Pensando que está acordado.

Maria Izabel Nuñez Viégas

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Meus lobos



Um dos meus lobos
Lindo, Jung.

Pena que nossos lobos se vão...
Talvez por isto me vem , vez em quando, 
essa saudade imensa da 
Terra dos Lobos.
Meu corpo fica na terra dos homens.
Meu espírito selvagem... 

voa e adentra as matas.

A loba em nós


"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem.
Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente.
Ensinaram-nos a ter vergonha deste tipo de aspiração.
Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos,
No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite.
Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."
 _ Clarissa Pinkola Estés _



terça-feira, 17 de julho de 2018

Céus de arco-íris

Eu fico com o coração
Acinzentado e triste
Quando no dia nublado
Chove!
Nasci numa noite de lua cheia
Não foi esse tristonho nevoeiro
Que eu escolhi para entrar nesta vida.
Ah, se eu também pudesse
Pintava trezentos arco-íris
Neste meu coração
Que chove.
Sei.
A vida é bela.
O amor me acolhe.
Tenho um ninho.
Pobre dos seres felizes
Sofrem muito mais
Por Deus!
Hoje não quero ouvir
O canto dos passarinhos.
Calem - se todos!
Não vêm, insensíveis?
Que estou tão triste!

Maria Izabel Viégas

...."Ah, se eu pudesse, tardezinha pobre,
Eu pintava trezentos arco-íris
Nesse tristonho céu que nos encobre!"...

Mario Quintana,
in A Rua dos Cataventos

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Estranhamento

Estranho momento
Solidão acompanhada
Solidão celebrada
Solidão feliz
Entediada de ser infeliz
Mais ainda
Cansada de ser ditosa.
Mente
Mente quem diz
Que tudo anda bem
Como assim o é.
O destino.
Que destinação é essa?
Ter que celebrar a sorte,
Ter que chorar as mortes
Diárias, costumazes
Que assolam meu coração.
Devo ser forte.
Maior que a morte
Ser doce
Se amarga
Ser delicada
Se ofendida
Pelo destino - ação.
Desprezada
Até pela morte
Odiosa desafeta
Que sorrindo
Me disse:
- 'Adeus.
Quero ser solidão.
Não te quero junto a mim'.
O jeito é viver
E ser feliz
Sorrir
Sem motivos nem razão
E com todas as razões.
Regozijar-me
Do pão nosso de cada dia.
Estranha vida
Estranhos
Todos os sim
Todos os não.
Será que dormindo
Esse estranhamento de mim
Desfaz-se no infinito inconsciente?
 Que assim seja.
Amém.

Maria Izabel Viégas
 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quem poderá nos salvar?


"O amor é a ponte entre você e tudo mais."
Rumi

Ando perplexa. 
Perambulo neste mundo caótico.
Com as atitudes dos homens que governam o mundo.
Uma rede de mentiras e um país sem rumo. 
E decepcionada com os homens de todos os povos do mundo.
O de cima é semelhante ao de baixo.
Se mudarmos a posição hierárquica 
entre poderosos e subordinados,
todos, em essência, são idênticos.
Quem me salvará desta triste apatia. 
Melancolia, após uma vida inteira de ética e árduo trabalho?
Não será a crença na justiça 
que é cega e injusta.
Nem em nenhuma religião 
Que só anestesia. 
E, na maioria das vezes, 
aliena, ao nos prometer 
a justiça no "outro mundo"; 
a consoladora fé no "depois da morte". 
Sempre atônita
recorro a única pessoa 
que tem o poder de me consolar: 
eu mesma!
E o que posso fazer por mim e pelos outros?
Para não desperdiçar o carrossel dossonhos já realizados 
e comprometer os ainda acesos? 
Ouço a voz do meu coração 
que, em diálogo constante 
com a sensata razão, 
repete a voz de Rumi:

"O amor é a ponte entre você e tudo mais"



Maria Izabel Viégas

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nunca não existe?



Nunca seremos totalmente felizes.
Nunca seremos totalmente sofredores.
Nunca não existe.
Totalmente é exagero.
Meio a meio não é medida
de bem-aventuranças
nem de infortúnios.

Quem mais sofreu na vida
é,  talvez, aquele que mais sabe consolar, curar e dar as mãos aos aflitos do mundo.

Quantos de nós aqui
estamos transbordantes
em ternura nos nossos mais conflituosos e incertos momentos de desventura?

Tua dor é grande?
Grande será tua força.
Guarde-a contigo.
Ela se transformará.
Pois se ela é tua.
Só tu podes
Libertá - la do teu jugo.
Salvá-la desse azedume.
Será que a dor não se  cansa de tanto que o homem a retém
Fugindo das causas, da redenção e da cura?

O que é de Deus a Ele pertence.
O que é do homem a ele pertence.
Só a este pertencerá o tempo do quanto carregará e do tempo que será aprisionado por seus temores.

Maria Izabel Viégas


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Esse teu olhar




"eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura 
um olhar que demora
de dentro de meu centro
este poema me olha"

Paulo Leminski


Eu queria tanto
olhar
nos teus olhos 
bem agora
saber se estás
aqui 
dentro de mim
ou estás fora.
 queria tanto
tanto
tanto
tanto
dizer:
te adoro.
és o  poema em mim! 

Maria Izabel Viégas

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Devolva-me a fé, a força e a coragem


"Com força e com vontade
A felicidade há de se espalhar...
Há de mudar os homens
Antes que a chama apague
Antes que a fé se acabe
Antes que seja tarde."

(Ivan Lins)







Mas , meu sinhô, não tenho mais forças.
Tenho fome de alimento e sede de justiça.
Ando, pés feridos, indigente descalço
 transitando nas multidões.



Adoeci, não por moléstia grave.
Fui mortalmente ferido 
quando perdi meu orgulho.
Usurparam meu trabalho.


Mas,  meu Sinhô,
minha chama se apagou 
Nesse oceano de corrupção.
Sou fantasma de mim.
Só desalento.


Mas, meu Sinhô,
roubaram minha fé,
Os homens a prenderam 
no cativeiro de minh'alma.

Mas, meu Sinhô,
Houve um tempo 
Lá no pretérito,
Como honrado guerreiro vivi,
Fui vítima num outro tempo,
Por fúria, tornei-me algoz.

E juro, meu Sinhô,
Ninguém notou que eu era 
gente.
Nasci tantas vezes
Quantas morri.
Sem que nenhum humano qualquer
Um olhar a mim dedicasse.
Sempre transparente, desbotado, invisível.

Vivi nas primeiras Eras.
No início dos tempos.
Atravessei gerações.
E nada mudou
Nem a humanidade fez-se humana.

Onde a chama?
Onde a coragem?
Onde a força?
Onde a vontade?
Onde o cantar dessa felicidade?

Por Deus, meu Sinhô,
e eu preciso tanto
de ver renascer em mim
A chama da fé pura.

Antes que seja tarde.
Estou tão cansado.

Por Deus, meu Sinhô!
Divide com esse povo sofrido
Essa sua felicidade falácia,
Pois esta e a única que se conhece por estas terras.

Uma felicidade
que por direito divino
Pertence a todos
os trabalhadores escravos
desse moderno mundo!

"Há de criar sementes
Há de fazer alarde"
Só se todos juntos
Unirem suas forças
Com muita força e férrea vontade.
Que assim seja,
Antes que seja tarde.

Maria Izabel Viégas

domingo, 22 de outubro de 2017

Duas palmeiras e solidão do homem sem amizades

"Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto."
Francis Bacon
Duas espécies de palmeiras.Moram lado a lado.São vizinhas.Duas espécies de humanos.Moram lado a lado.São vizinhos.Serão amigos? ... família? ... parentes? Estão assim juntos Fincados no mesmo solo, no mesmo lar, na mesma igreja, na mesma cidade, Povo?Humanidade?Conjecturo,  apenas Observador, alheio aos seus motivos.Há uma solidão intrigante neste mundo socializado.Há conflitos constantes por opiniões contrárias. Há conflitos analfabetos entre pessoas que expressam a mesma opinião. E se ofendem .E divergem usando o mesmo argumento.Acontece nas redes sociais.Acontece aqui do lado de fora da tela.No mundo dito realQue cada vez mais é virtual.Casais sentados numa  mesa conversando pelo celular na rede social em que são amigos. E ali, casados na vida real, param para tecer comentários sobre algo comumali publicado.Dão um like recíproco.Comem rapidamente e distraidamente.Qual a refeição?Não lembram.Interessante o mundo hoje.Moramos com nosso marido. E fazemos declarações de amor.Nas redes sociais.Ou seja: precisamos mostrar ao mundo o quanto nos amamos.Ao vivo?Não basta!Quantas corações ou likes receberemos?[Viu, amor?Somos realmente aceitos e amados por "todo"o mundo!Até da Islândia recebemos flores(imagens virtuais)!Somos a imagem da felicidade!Nossa!Esquecemos de pagar a conta de luz. Também,  não tivemos tempo, não é? Mas a culpa foi suaQue não me lembrou.Minha?Ora, fica o tempo todo no face e a culpa é minha?E brigam.] Será socialização ou deserto?Difícil vida dos humanos!
Volto a ser o Observador dessas duas palmeiras:O coqueiro que oferta águas doces e polpas divinas.Abriga ninhos de passarinhos.Faz amizades facilmente.É generoso.Dadivoso  durante todo o ano.Acolhe quem dele se aproxima.A palmeira mora no quintal vizinhoVeio do deserto.Demora a frutificar.Tem espinhos fortes e enormes. Afasta pessoas e passarinhosOs donos , os mesmos que a plantaram, a odeiam.Mas não conseguem quem a corte , custa uma fortuna ,Mesmo pagando ninguém dela se aproxima.A soberba do "preciosa palmeira" do deserto desaparece , o amor acabou.Foi somente a imagem de uma realidade que não existiu. Os donos do coqueiro simples e belo são por ele apaixonados.Temem que um dia ele morra.    Penso que as duas são virtuais.Talvez se comuniquem.Talvez.Nada sabemos da amizade entre as plantas.Nem resolvemos a questão dos humanos...  O que fazer para que se tornem mais amigas.Bem.O coqueiro tenta.A palmeira é solidão. Fato, percebam: o Observador está sonhando.Talvez tenha viajado ou se perdido na sua história.  Enfim, acerca das amizades, da solidão  e dos desertos. Nem sempre conseguimos verdadeiras amizades pois não sabemos Como é o ser amigo,  generosos e doadores de felicidadeNutrir quem nos rodeia e receber com gentilezaA dádiva da amizade fraterna.Na vida real e virtual.  Maria Izabel Viégas(o Observador que adora likes). .




O Renasço Ocaso começou aqui: Quer ler? Vou gostar!

Sou por acaso o ocaso

Se sou ocaso Serei o fim Do sonho de estar  em vida? Ou serei Um sonho de transformar-me No sono daquilo que Se agiganta E me...