sábado, 6 de agosto de 2016

Olvidando o esquecimento



Esqueço da fome
Esqueço da morte em emergências de hospitais
Esqueço dos políticos maus do meu país
Esqueço do desemprego
Esqueço o rombo dos corruptos
Esqueço dos bilhões roubados
Esqueço da injustiça social.
Esqueço  do ser político que em mim habita
Esqueço que meu coração chora e geme...
Hoje, só por agora
Num momento
Esqueço de tudo que de mal existe
Recordo-me que
Por acaso, em breve instante
Magia e luz
A mão do homem
Me preencheu o vazio
Com a beleza
Com a luz
Com a a canção na voz do povo
Que sou eu.
"Hoje eu quero é ser feliz..."

Acabou
Breve instante
Volto à incerteza dos caminhos da cura deste país.
Olvido o esquecimento frívolo que se apossou de mim.
Olvido o esquecimento.
Louvei-o por breve instante.
Acordo.
Brasil.

Maria Izabel Viégas
.




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sou por acaso o ocaso


Se sou ocaso
Serei o fim
Do sonho
de estar 
em vida?
Ou serei
Um sonho
de transformar-me
No sono
daquilo que
Se agiganta
E me amedronta
O temeroso amanhecer
Serei a soma
de todos os ocasos
dos dias
que vivi
desde que,
supostamente,
nasci,
por acaso?
Ledo engano,
meus senhores
Ainda não nasci
moro no ventre
de um ser
Sem nome.
Mãe
Mãe terra
Mãe lua
Antes de encarnar
ouvi um sussurro
dizendo
Maria
Maria
Maria
Nomes
Nomes
no ocaso
confundem-se
Nas nuances das cores
Do crepúsculo
Fortes são as lembranças
De uma dimensão
A outra
Para mim
A verdadeira
Onde morei
por longos anos.

Constato
Sou o ocaso.

Não nasci.
Um dia me descubro
Não sei em qual nuance.

Maria Izabel Viégas 

O Renasço Ocaso começou aqui: Quer ler? Vou gostar!

Sou por acaso o ocaso

Se sou ocaso Serei o fim Do sonho de estar  em vida? Ou serei Um sonho de transformar-me No sono daquilo que Se agiganta E me...